Quando a cabeça não quer...
Andava há que tempos a sonhar com sushi... De cada vez q se falava em comida, até salivava só de imaginar um pratinho cheio daquelas pecinhas maravilhosas...5ª-feira passada descobri um restaurante ali ao pé da Estação de S. Bento que é a transposição do que conheci no ano passado em NY, o conceito "all you can eat". No fundo é 1 espécie de buffet à la carte, em que as pessoas pedem o que querem sem limitação de quantidade e pagam 1 preço fixo. Mesmo à tuga! Mesmo a apelar à gula!!! Vai daí, como não fiquei contente, na 6ª-feira voltei lá... Saí enfartada, com uma sensação de que tinha abusado, que não devia ter comido tanto, blá blá blá...O fds era em família, mais exactamente com a prima pita e como é lógico toca de fazer os petiscos todos que ela gosta, nomeadamente o caril. No domingo, já andava com o estômago meio avariado e só a arrotar, uma sensação de pernas pesadas, mas não liguei muito. Lá fomos petiscar ao Golfinho Azul e toca de terminar o belo do repasto com uma Muqueca de Camarão. Tudo comidas óptimas e muito bem feitas, mas o meu estômago resolveu fazer-me uma espécie de placagem... sim, daquelas em grande como acontece no rugby ou no hóquei no gelo. Pimba!!! Embrulha!!! A noite de domingo para 2ª foi um pesadelo. Diarreia, e umas dores no estômago como nunca tinha tido em toda a minha vida. Uma espécie de contracções que, quando terminavam me deixavam de lágrimas nos olhos. Ligeira febre, vómitos secos, tremores, tonturas... Liga-se para a Médis. Ora, como os sintomas da gripe A já estão atípicos, pode até nem ser, mas por via das dúvidas contacta-se a Linha Saúde 24. Mais 500 perguntas, das quais destaco: tomou alguma dose excessiva de medicamentos nas últimas horas? Não, não tentei suicidar-me! Há alguma hipótese de estar grávida? Não, aqui a malta tem juízo e sabe o que anda a fazer... bom, pelo menos em determinados aspectos. Ingeriu algum alimento estragado ou envenenado? Epá, sei lá... que eu saiba não, mas não posso ter certeza absoluta... Ao cabo de quase 20 minutos de perguntas "acho melhor q seja vista por um médico. Dirija-se a Santa Maria que vamos enviar um fax"... Acabou por correr tudo +- bem, e não passar duma intoxicação alimentar que me deixou a correr para a casa de banho de meia em meia hora. Finalmente a coisa está a regularizar e ontem já comi iogurtes. Hoje talvez lhe dê numa refeição digna do nome e vamos ver como corre. No meio disto tudo, e num ataque de gajice aguda pensei "Bom, do mal o menos, perco uns kilitos"... Mas qual quê, a balança não é mesmo minha amiga... 1kg, 1,5kg no máximo dos máximos! Irra!!! Corpo ruim!!!
Porque me apeteceu...
Sim, passaram alguns meses... E não posso propriamente dizer que não me passou já pela cabeça ressuscitar isto... Mas a vontade passou e a minha atenção agora anda por outros recantos :D
Mas ultimamente coisas têm acontecido que me fazem ouvir a minha velha "amiga" Sara Tavares over and over... Vai daí, aqui fica:
até já ;)
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A História repete-se...
Porque tudo tem um porquê e um porque nãoPorque tudo o que tem tem um começo, terá eventualmente um fimPorque tudo o que inicia, acabaPorque nada é eterno,Porque há contextos, tempos, razões e emoçõesPor tudo isto, por muito mais e por não muito menosHá que renovar, reiniciar, revigorarHá que abrir novas portas, escancarar as janelas de par em parHá que renovar alentos com novos ares...Não construo uma parede a bloquear a porta.Apenas a deixo encostada, escancarando outras...E aos que gostam de , de quando em vez, espreitar porta adentro, o meu muito e muito obrigada.I'll be around que é como quem diz, não fugi nem hibernei. Apenas navego noutras águas...Etiquetas: Correr atrás dos sonhos..., Hoje apetece-me..., I'll be around, Utopia
O Sr Murphy e a %#&$ da sua Lei...
Ele há coisas do camandro e alturas do cara&$%...
E digamos que, ultimamente, a coisa aqui por estes lados não tem andado famosa... Desde decisões emocionais definitivas e de difícil gestão, passando por um acidente de carro em que a besta que resolveu abalroar o meu carro estava a dificultar a vida à malta, e eu sem carro porque a direcção do meu foi pó galheiro, passando por um assalto surreal, em que partiram o cadeado que fechava o meu cacifo no ginásio supostamente benzoca das Amoreiras. Levaram-me a mala com toda a minha vida lá dentro, e o meu pânico foi a dada altura lembrar-me do carro que tinha alugado nessa manhã... sim, que este episódio sucedeu 1 dia depois do acidente de carro... Como acontece em muitos rent a car, os porta chavez têm a matrícula do respectivo carro... E eu, que dou conta que acabei de ser assaltada, entrei em quase histeria a pensar q me tinham levado também o carro alugado... Depois de 1 aulinha de gym, e transpirada até à 5ª casa, eis-me a correr que nem uma louca para a rua, a chover a cântaros... Chego ao pé do carro e percebo que o bicho não foi roubado. E fico a pensar "então e agora? e se me vou embora e levam o carro entretanto? se calhar fico aqui... mas fico aqui a fazer o q? tenho q ligar para a polícia..." Bom, de regresso para junto do cacifo arrombado, afinal a chave do carro estava no bolso do casaco e já só faltava tratar de tudo o resto... Não consigo ligar a ninguém porque não tenho telemóveis. Tenho um jantar marcado e gente à minha espera e não consigo dizer q n vou poder ir... Vem a Polícia. Não tenho como me identificar. Os dados ficam todos por cofirmar. Quando começo a fazer o inventário dos bens roubado, começo a entrar em desespero... Apetece-me esganar alguém... Vou para casa sem um único papel que prove que sou quem sou e que estou onde estou, ou que enfim... sou e estou e vou... Claro que toda a gente reconhece o drama e já passou por coisa idêntica ou conhece quem tenha passado... mas acontecer-me a mim, pela 1º vez, numa altura em que tudo corria basicamente, digamos... pessimamente... epá, foda-se, já chega tá??? Xô núvem negra!!! Xô!!!!!!!!
Depois disto, a coisa até amainou um bocadinho... Mais uns episódios que até seriam dignos de referência, mas I don't feel like it right now... Acreditasse eu em Deus e dir-lhe-ia que já tinha percebido a mensagem e que já chegava... A menina já percebeu que fez merda algures, o castigo já foi apreendido e entranhado... Já chega, sim???
Claro que é nestas alturas que me lembro do velho Murphy e da sua famosíssima Lei... E relembro alturas da minha vida em que a Lei do Sr. Murphy teve aplicação prática e incontestada... Normalmente qdo me começa uma maré de azar, o melhor é mesmo hibernar... O consolo é q fico com uma esperança incrível de que o extremo oposto da tal da Lei de Murphy também existe e não tarda muito a revelar-se...
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Re-Start
Chamem-lhe o que quiserem... Beauty sleep, retiro, break...
1 mês de afastamento gera novas energias, novas dinâmicas, novas motivações e até interesses e âmbitos.
Vêm aí novidades, isso é certo, mudanças e alterações de fundo, talvez!
Pontos de viragem precisam-se e re-starts são mais que benvindos.
O como, a forma, o conteúdo... isso ainda é um grande imbróglio na minha cabeça. Uma coisa é certa, hoje dia 15 de Fevereiro de 2009, no dia em que acordei e percebi que a Primavera vem aí, em que ouvi os passarinhos cantar de manhã, em que um sol quente e reconfortante, no entanto ainda tímido, me acompanhou ao pequeno-almoço... hoje, hoje é o 1º dia do resto da minha vida!!!
Etiquetas: Hoje apetece-me...
K's Choice - Almost Happy
If I could look beyond your face
And photograph your hidden place
Would I find you smiling in the picture
I don’t know what you want
Because you don’t know,
So what’s the point of asking
You’re almost happy
Almost content
But your head hurts
Far too many ways to go
We learn so much but never know
Where to look
Or when we should stop looking
I can love the whole of you.
The poetry I stole from you
And hide inside my stomach
You’re almost happy
Almost content
But your head hurts
It’s easy to get lost in you
And fall asleep inside of you
I want to return to you
A reason to be here
A reason to be here
No I don’t know what you want
And you don’t know
So what’s the point of asking
You’re almost happy
Almost content
But your head hurts
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Vómito criativo
Há surpresas que aparecem da forma mais adequada que se possa imaginar... Quando um dia tudo parece desabar à nossa volta, quando o que parece é que toda a Terra treme, qual 1755... o curso das coisas muda tão repentinamente quanto a pele de camaleão... E camaleão propositadamente... Camaleão de capacidade de adaptação, de reacção, de rapidez na mudança...Depois de litros vertidos, um coro de Gospel cantava, ao fim de mais de meia hora de energia pura e genuína, Oh happy Day, Oh happy day... Mais do que ironia, poderia ser encarado como uma espécie de sinal... de que nenhuma tristeza vale a pena, a não ser a que faz parte do passado... Vibrações de pura felicidade entram peito adentro, o corpo mexe-se ao sabor do ritmo, as mãos que começam a bater uma na outra... harmonia de som, cor, movimento...Depois as palavras... As que sabemos e não sabemos... As que nos dizem tudo e não dizem nada... As fáceis e as difíceis... Dissecar palavras... Sim, foi isso! Dissecaram-se palavras. Elas por elas próprias, pelo seu sentido, contexto, cor, forma, significado... Despidos de condicionalismos e convenções, foram vomitando conjuntos de letras. Do não sentido ou do sentido limitado, tudo se torna lato, abrangente... Revigorante...Terminou-se com "Hoje, das 7h30 às 10h, fechei-me do mundo e deixei-me voar dentro de mim... Hoje das 7h30 às 10h, vi sorrisos em olhares desconhecidos, vi pureza em expressões gastas e batidas, vi leveza em espíritos ávidos..."Se bem me lembro, foi a primeira vez que escrevi algo puramente ficcional... Que levada de um ponto, passei por vários outros, de descontextualização, desconstrução, desformatação... Até chegar a algo tão simples e natural como pegar numa folha em branco, um lápis de carvão e simplesmente deixar a mão dançar... dançar ao sabor do peito, deixando a cabeça fechada... simplesmente deixar fluir as palavras que se formam na ponta do carvão... sem preconceito ou pré-conceito, sem julgamento, sem forma definida ou pré-definida... simplesmente deixei que a minha mão, já cansada de 2h30 de puro vómito criativo, dançasse um pouco mais numa folha branca e construísse aquilo que é a minha primeira criação puramente ficcional; não inspirada por emoções, sentimentos, condições ou condicionantes, vivências, experiências e sei lá mais o quê, que me empurra a escrever de quando em vez... Um dia destes partilho ;) E voltarei! Seguramente voltarei!!!Etiquetas: Há coisas que merecem destaque
Porque...
Porque às vezes basta uma palavra...
Porque nem sempre é preciso preparar o discurso
Porque espontaneidade é tudo...
E o inesperado gera sorrisos genuínos
E o sincero e honesto é tudo
Porque como sempre se disse, a razão tem razões que a própria razão desconhece
Porque nem tudo se entende, contextualiza, explica, transmite...
Porque o tempo até pode parar e esperar pelo que está certo
E os olhares que se cruzam dizem muito mais que poemas, discursos ou romances...
Porque a presença não tem que ser sempre física
Porque a partilha é de muito mais que alma
Porque tudo é demais para se conter num peito...
Etiquetas: Emoções
Em crescendo...
Sento-me e olho o horizonte. Não o espacial, mas o temporal. Sinto que apesar de honesta comigo, não o sou com a minha felicidade. As escolhas de outrora condicionam-me as capacidades de agora. De agir e reagir. De viver sem demais ponderar. Do coerente no tempo e no discurso. Assumir algo verbalmente é sempre um grande passo, quando o objecto de análise somos nós própios e as nossas capacidades, expectativas, desejos... E o que é um desejo? Imutável? Conciso? O desejo pode ser um, hoje, e outro completamente diferente amanhã?
Racionaliza... mas não no momento certo, não na medida certa. Soltar amarras, desfazer nós, decifrar códigos. Não verbalizar o desejo. Camuflá-lo! Disfarçá-lo! Vesti-lo de roupagens obscuras, desconhecidas, emsombradas... Explicar sem o fazer, desvendar sem revelar. Ponderar, matutar, matematizar quando o sensato seria apenas viver e usufruir...
Etiquetas: Emoções
Um som que chega do nada...
Do nada, um som...
Imagens, recordações...
Calor, conforto, aconchego
Talvez cheiros até...
Uma letra com mais mensagem do que se esperava,
Uma melodia que amacia o corpo
Movimentos redondos ao sabor do batimento
Emoções verdadeiras e genuínas
Momentos inesperados e saborosos...
Etiquetas: Emoções, Hoje apetece-me...
Gotas de tinta...
Às vezes a tinta parecia querer sair de rompante. Cada gota, cada pedaço, cada borrão... Empurravam-se nervosamente na esperança de mais cedo tocar o papel. Era tanta e tão ansiosa que a caneta não parava jamais. Era um frenesi incomensurado! Nada naquele momento era mais importante que o fluir. Talvez sem forma, quem sabe que conteúdo, o sentido uma incógnita, o objectivo indefinido... Simplesmente ía fluindo. Gota após gota, simplesmente formava desenhos no papel. Curvas e mais curvas, só precisava de se soltar daquela prisãoque era de plástico transparente. De dentro viam papel limpo, imaculado, vazio, à espera de receber, receber... receber tinta, receber curvas e mais curvas, receber palavras, frases parágrafos... com e sem pontuação. Ideias, conceitos, emoções... sentimentos até, embora esses fossem de outro patamar, outra hierarquia, outra complexidade, outra razão ou falta dela e de novo a emoção, o emotivo...
Tinta! Apenas tinta que saía de um tubo trnasparente, por não mais suportar a prisão no conhecido...
Etiquetas: (In)Conformismos
Amanheceres...
Hoje de manhã vi-o nascer
Por si só, poderia ser mais que suficiente para me deixar de sorriso parvo na cara...
Mas a seguir o rádio ofereceu-me isto:
E aqui, confesso, fiquei num misto de histeria e serenidade absoluta... Só me lembrava das crianças piquenas, qdo algo de muito bom lhes acontece. Riso do nada, parvo, sorriso de orelha a orelha, vontade de dançar e saltar e rir e sorrir e gargalhar e abraçar e beijar e acarinhar e falar e cantar e simplesmente ficar em silêncio a absorver cada nanosegundo do momento...
Etiquetas: Músicas de Sempre...
Ao sabor...
Ao sabor do sol o pensamento flui
Recordo e sorrio à emoção que lembro
Ao serão confusão, emoção, contemplação
E um desejo de revelação... paz...
Ao sabor da lua o meu peito navega
Aperta-se e voa ao sabor da cadente
De longe quero-te e desejo-te sem te privar
E um ensejo de emoção... medo...
Não deixes de ser teu mesmo que ofereças o céu
Não deixes de te buscar mesmo na entrega sem hesitar
Emoção que dispara o batimento
Coração que acalma o sentimento
Sinto e não sei o que é sentir
Quero sem saber o que é querer
Anseio sem saber o que é partilhar
Cresço sem saber o que é caminharEtiquetas: Assim fluía..., Emoções
Lizz Wright - My Heart
My heart my head my mind my soulMy feelings over youMy tears my touch remember all that I am to youMy heart my mind my soulMy feelings over youMy tears my touch remember all that I amWhen you're gonna pick up the phone and call meTell me I can come overI got my ticket and my bags are packedMy coat is hangin' over my shoulderTime is passing and it's getting lateThis heart of mine just can't waitAnd after all that we've been throughI maybe get there and I'll give it to you babyMy heart my head my mind my soulMy feelings over youMy tears my touch remember all that I am to youMy heart my mind my soulMy feelings over youMy tears my touch remember all that I amStanding by the window and lookin' outMy heart is turning I want to shoutYou're complicated I don't want to complainThe way you're acting can you explainWhy all this love is wasted on youCan I live with all that is youYou say you love me silence I can't hearAll I want is to be near you babyMy heart my head my mind my soulMy feelings over youMy tears my touch remember all that I am to youMy heart my mind my soulMy feelings over youMy tears my touch remember all that I amI'm looking for a reason to stay trueLooking for our loveLooking at me and looking at youAnd even if I could turn away and thenI see that I'm falling in love againSome times I wanna give you upSome times I want to leave you aloneSome times I want to run awayAnd some times I want you to come back homeCome home to me yeah yeah babyI know I know you'll be good for meCome home come homeYeah babyI'm right here babyCome home to meYes I'm right here babyYeah all I am to youI know you feel me babyYeah yeahCome on come onHome to meEtiquetas: Há coisas que merecem destaque, Músicas de Sempre...
sei e não sei...
Sim, é um facto: penso em ti! Mais do que deveria; mais do que me deveria permitir.
Não te sei explicar porquê. Talvez não queira saber porquê.
Não sei que tens que me prende. Muito menos sei que tens que te prende.
Não te conheço. Não te tenho. Não te sinto. Não te estranho nem entranho. Não te absorvo. Não te alimento o espírito, a alma, a fantasia, o desejo, a esperança... as energias que tens, precisas, procuras...
A música diz que não sei o que quero. Também não o sabes... Então porquê perguntar? Dentro do meu mundo não te tenho falta. Fora das minhas 4 paredes só fazes sentido...
Não sei o que digo. Não sei o que penso, sinto, quero, desejo... Não te sei feliz nem esperançoso. O teu olhar procura desejo, procura estímulo, procura entendimento, liberdade, sonho.
Não sei o que queres ou precisas. Sei-te insatisfeito... Insuficiente... E às vezes gostava de ter nas mãos a responsabilidade dessa árdua tarefa.
Jamais te ofereceria o que não posso dar. Em dias como o de hoje oferecer-te-ía a capacidade de sorrir. Do nada. Para o nada. Porque sim e porque não. Pouco! poderão apontar. Imensamente muito! atrever-me-ía a ripostar; muito para quem esqueceu essa capacidade, a magia... do sorrir com o olhar.
Não sei o que quero. Nem o sabes tu. Então porquê perguntar? Apenas sei que por vezes gostaria de te dar (muito) mais...
Etiquetas: Emoções
Há dias assim... #45
Um contratempo...
Uma contrariedade...
Um caminho diferente...
A arbitrariedade...
As opções e as escolhas...
Quando algo passa ao lado e ficamos a observar...
Quando sentimos fugir-nos das mãos o que tanto queremos...
Quando percebemos que a nossa vontade não chega...
Há dias em que um simples gesto diz tudo...
E a ausência dele mais ainda...
Há dias em que nos sentimos intransigentes connosco próprios, mas muito mais com os outros.
Sabemo-nos irrazoáveis...
Sabemo-nos de obrigação de distanciamento... observar e entender...
Há dias em que o filtro da compreensão se ausenta por tempo indeterminado e nos faz cair no irrazoável, no irresponsável, no insano...
Há dias em que queremos muito e nada...
Há dias em que percebemos que não importamos assim tanto... não importa assim tanto... não me importa assim tanto...
Sentir que se faz uma birra de criança porque não nos fizeram a vontade... e sentir a profunda frustração e desejo de que tivesse corrido de feição...
Há dias em que o Mundo não gira à nossa velocidade e temos que parar para voltar a agarrar... talvez na próxima volta...
Há dias assim...
Etiquetas: Assim fluía..., Há dias assim...
Há dias assim... #44
Ouço Mozart. Requiem. O aspirador a meio da sala. Meio metro ao lado o balde e a esfregona. Loiça por lavar na cozinha. Como sonho com a máquina da loiça! Já a pedi ao Pai Natal e disse-lhe que este ano me portei bem... E que no próximo me vou portar ainda melhor.
2 gatos enroscados em frente ao aquecedor. Luz fraca proveniente de um céu carregado, prestes a desabar sobre o verde e castanho da paisagem que se estende janela afora.
Ontem vi o mar. Aquele mar que me trouxe a estas paragens... Ondas enormes, de espuma branca. Grande, imponente, forte, cheio de uma força que não vemos de onde vem...
Um trago de Earl Grey bem quente. Roupão bem chegado ao corpo e um sofá que convida a simplesmente estar.
Lista infindável de coisas para fazer. Lista ínfima de vontade para...
Há dias em que deveríamos simplesmente ficar... na cama, no sofá, no aconchego....
Dias em que a luz convida a um livro emocionante, em que caneca nenhuma é grande o suficiente para tanto chá que o corpo pede.
Há dias em que o ficar e o não ir se confundem num cheiro de sconnes acabados de fazer com manteiga a derreter.
Meias de lá e cachecóis...
Mantas e almofadas...
Há dias em que tudo pára excepto o tempo.
Dias em que o pensamento não voa, o coração não bate o peito não se eleva...
Dias em que a inércia vence toda e qualquer tentativa de sair do marasmo...
Dias em que só os sentidos estão alerta. Sabor a chá. Cheiro a lareira. Letras e mais letras e palavras e frases e parágrafos e páginas e páginas e páginas e livros inteiros, que passam por debaixo dos meus olhos. Notas suaves, umas, fortes, quase agressivas outras, que me entram pelos ouvidos adentro sem pedir licença...
Há dias assim...
Etiquetas: Há dias assim...
Ao serão...
Pois que o serão de ontem foi passado no estádio do meu Spoooorting!!!
Apesar de 2 bons golos, apesar das barracadas da arbitragem, apesar de ter saltado da cadeira em actos cujo objectivo não era meramente aquecer o corpo e a voz, apesar de até estar aconchegadita e com a possibilidade de ter um copo de bom tinto na mão... o vento cortava e após uma chuvada já no caminho para casa, acompanhada pelos simpáticos senhores do boné que me obrigaram a sair do carro em pleno dilúvio... Era assim que me sentia na noite de ontem:
Sim, é nestas alturas...
E como não podia deixar de ser, nesta altura do ano, surgem os posts "É nestas alturas que me faz falta um gajo..."
Não haverá por aí voluntários para carregar com a porra da botija de gás para o aquecedor, não??? Eu bem sei que a outra polaca armada aos cucos, se pavoneia de botija ao ombro, com o cabelo e tudo o resto a dar-a-dar... Mas a minha botija não é dessas. Sim, que eu sou uma gaija dada a apegar-me às coisas e a modos que me custa esbanjar quase 50€ pa mandar pastar a velhinha botija ferrugenta, e trocá-la por essa gaja oferecida que pesa uns míseros 6kg ou 7kg...
Lá vou eu dar cabo das unhas e quem sabe, talvez, arranjar um torcicolo ou qualquer coisa que o valha...
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Episódio Nº1 da Nova Novela Mexicana
Amanhece o sol. Frio! Daquelas manhãs de Outuno, quase Inverno.
Qual dona de casa que nunca pára, comecei por colocar isto no sítio, passar ali um pano, verificar a comida dos gatos, limpar-lhes a caixa, e finalmente sentei-me no sofá a tomar o meu pequeno-almoço de fim-de-semana e a ver as primeiras notícias da manhã na minha RTP2.
Ajeitei-me ao banho, liguei o aquecedor da casa-de-banho e despi o pijama. Entrei banheira adentro e o contacto dos pés desnudados com a água fria que corria da torneira, arrepiou-me até a alma. Rapidamente percebi que o gás não estava aberto. Saí da banheira a correr, vesti o roupão turco, sai do wc, fechando atrás de mim a porta, para que o calor não se dissipasse. Chinelos nos pés, abri a porta do quarto, passei, fechei a porta do quarto. Abri a porta de casa e enquanto puxo a porta do armário das escadas e me debruço para abrir o gás, puxo atrás de mim a porta de casa. Pausa, meio agachada. Olho aterrada para a porta de casa. Estava mesmo fechada. Deito a mão direita ao bolso do roupão e olho para a esquerda. A chave estava na porta... do lado de dentro... estava sozinha nas escadas do prédio... toda nua... apenas com um roupão turco por cima da pele. Desorientada, empurro a porta, dou-lhe encontrões... Mas vá-se lá saber porquê, as portas de casa não foram feitas para abrir com encontrões. Os meus pais têm que vir trazer-me a chave... Não tenho telemóveis... Como é que lhes ligo? Vou trepar a varanda. Desci as escadas, e até abri a porta da rua, mas logo desisti da ideia: não só não era possível trepar à varanda sem uma escada ou escadote para o impulso inicial, como seria incapaz de o fazer nos propósitos em que estava. E se alguém passa e me vê a trepar por cima da grade e do muro do vizinho? Tenho que alçar a perna. ESTOU NUA!!! Volto a subir as escadas. Novo encontrão na porta, que teimosamente, permanecia quieta... e fechada. Toco à porta da vizinha do lado, que apareceu desgrenhada e acabadinha de acordar... Desculpe, deixei fechar a porta de casa. Deixe-me ligar aos meus pais para me virem trazer a chave. Não tenho coragem de ir ao café nestes propósitos... É que, debaixo disto... só pele!!! O pânico do lado de lá era solidário. Depressa se lembrou dum episódio, há uns meses atrás, em que lhe tinha acontecido o mesmíssimo, com a sorte de não se encontrar Nuínha da Silva... Lembrou-se de um senhor simpático que lhe conseguiu abrir a porta de casa com uma radiografia... hein??? Radiografia??? Bom, ok, no desespero em que estou, aceito tudo... Acordou o rapaz lá de casa que apareceu em calças de pijama e nem me surpreenderia que me rogasse uma praga, mas não... De forma simpática e bem disposta, agarrou-se à radiografia como se não houvesse amanhã, até que começou a transpirar. Optamos pela sugestão de se subir pela varanda, uma vez que tinha a porta do quarto aberta. Pegou no escadote e começa a descer as escadas. Enquanto isto, a vizinha vem a sair de casa e... Ó C. traz as chaves não traz??? Veja lá, não faça como eu... Trago sim, estão aqui no bolso do roupão... e puxa da porta de casa que imediatamente se fecha. Enquanto isso, levanta os seus olhos aterrados e fica como que colada à porta... Que foi? Não me diga que trouxe as chaves erradas? Não, nada disso. As chaves são estas, só que as outras ficaram por dentro... Pânico!!! Pânico pela 2ª vez na mesma manhã, e o que é pior, pelas mesmas razões... Enquanto descemos as escadas, o homem lá de casa da vizinha já me tinha entrado quarto adentro e aberto a porta... Conforme subimos novamente, agradeço do fundinho do meu coração e comunicamos-lhe que começou a provação nº2. Desta vez não dava para subir pela varanda, uma vez que as janelas estavam todas fechadas... Entre chave de fendas, tesoura e sei lá que mais outros instrumentos, o coitado do homem lá de casa da vizinha transpirava e já não dizia piadas bem dispostas. Ao cabo de algum tempo, temperado com gargalhadas nervosas, olhares cúmplices e momentos de puro pânico e desespero... finalmente conseguiram empurrar a chave de dentro e colocar a de cá para abrir a porta...
Cada uma fechou a porta sobre si, e tomei aquele que poderá ter sido o banho mais reconfortante dos últimos tempos...
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@ Kuta Bar
Já estava para lá ir há uns tempos...Foi ontem...Numa noite potencialmente perfeita, marcada por emoções fortes e expectativas elevadas, os planos alteraram-se inesperadamente e fruto das circunstâncias. Felizmente, digo-o agora! O tempo para ir ali jantar proporcionaram-se e lá se rumou ao destino.Não foi fácil chegar, uma vez que o plano era de última hora e a morada desconhecida. Sabia-se mais ou menos onde era, e depois de umas perguntas, inversões de marcha e olhares inquiridores qual turista perdido na sua própria terra... num beco discreto e de luz ténue, ali estava... Cravada na parede, uma tabuleta que dizia "Kuta Bar".
À entrada, surpresa e sorrisos de agrado. A luz ténue do beco inundava o espaço. Velas por todo o lado. O cheiro a um incenso conhecido, suave, discreto também ele...A decoração... perfeita! Espaços para nos recostarmos a cada canto. Almofadas, sofás, puffs... E mesas para jantar, de materiais mais ou menos originais. Cadeiras e cadeirões. Confortáveis, todos! Já com as emoções ao rubro,sentamo-nos e um delicioso empregado de mesa com um sotaque francês carregado acolheu-nos com uma simpatia e discrição fenomenais.Carta na mão, acabei por provar os "Rolos Primavera, Cream Cheese, com molho de pimenta verde" e as "Quesadillas de queijo de cabra, tomate e basílico"... Se à 1ª prova, os Rolos Primavera me activaram todos os sentidos, o vinho da casa (de um sabor diferente, Trás-os-Montes), aguçou a experiência. Quando ponho à boca o primeiro pedaço de Quesadilla, o prazer foi supremo. Recostei-me no cadeirão com almofadas e saboreei calmamente entradas e tinto.Para prato principal optei pelos "Camarões, arroz com
leite de côco e sumo de limão verde". A suavidade do molho de leite de côco, contrastava com o ardor que ficava na língua após cada garfada, seguida de um trago daquele vinho diferente. Fiquei certa de querer provar tudo o resto. E se à primeira vista o facto pode até passar despercebido, o certo é que vou querer mesmo provar todos os pratos. Sim, porque não há um único que contenha carne... Pergunto-me se não é perfeito?!?!?!Chegada a hora da sobremesa, a informação de que o cheesecake era um pouco diferente do tradicional, aguçou-me a curiosidade. É de facto diferente! Para uma apreciadora de um bom cheesecake, estava a precisar de algo mais tradicional. Era o que me apetecia! O sabor acre das amoras, o doce do creme, o estalar da massa feita de bolacha... Mas o cheesecake à la Kuta Bar não tinha pedaços de frutos silvestres. Tinha sim, uma calda destes, com pedaços de uva preta. Estranho. Diferente. Muito bom!!!À saída a informação de que vão começar eventos: DJ's, concertos, tertúlias talvez... Aguardamos ansiosamente todo e qualquer motivo para voltar ao Kuta Bar... Etiquetas: Há coisas que merecem destaque
Fosse núvem...
Uma aragem soprou-lhe a alma. Trazia um aroma conhecido. Já havia queimado aquele incenso algures. Já havia usufruido daquela luz discreta. Um trago de néctar escuro. A aragem trazia som. Um som familiar, suave, descontraído. Fosse núvem e pairaria no ar. Fosse gota e dançaria no Oceano.
A mesa conjugava materiais distintos. Robusta mas delicada. Forte, no entanto suave. Rude, contudo elegante. Em redor, suavidade, serenidade, paz de espírito, reconhecimento e identificação. Luz ténue, aroma forte e delicado. Um trago diferente, de Trás-os-Montes. Mais doce que o habitual. Forte, presente, marcante...