Porque me apeteceu...
Sim, passaram alguns meses... E não posso propriamente dizer que não me passou já pela cabeça ressuscitar isto... Mas a vontade passou e a minha atenção agora anda por outros recantos :D
Mas ultimamente coisas têm acontecido que me fazem ouvir a minha velha "amiga" Sara Tavares over and over... Vai daí, aqui fica:
até já ;)
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A História repete-se...
Porque tudo tem um porquê e um porque nãoPorque tudo o que tem tem um começo, terá eventualmente um fimPorque tudo o que inicia, acabaPorque nada é eterno,Porque há contextos, tempos, razões e emoçõesPor tudo isto, por muito mais e por não muito menosHá que renovar, reiniciar, revigorarHá que abrir novas portas, escancarar as janelas de par em parHá que renovar alentos com novos ares...Não construo uma parede a bloquear a porta.Apenas a deixo encostada, escancarando outras...E aos que gostam de , de quando em vez, espreitar porta adentro, o meu muito e muito obrigada.I'll be around que é como quem diz, não fugi nem hibernei. Apenas navego noutras águas...Etiquetas: Correr atrás dos sonhos..., Hoje apetece-me..., I'll be around, Utopia
Re-Start
Chamem-lhe o que quiserem... Beauty sleep, retiro, break...
1 mês de afastamento gera novas energias, novas dinâmicas, novas motivações e até interesses e âmbitos.
Vêm aí novidades, isso é certo, mudanças e alterações de fundo, talvez!
Pontos de viragem precisam-se e re-starts são mais que benvindos.
O como, a forma, o conteúdo... isso ainda é um grande imbróglio na minha cabeça. Uma coisa é certa, hoje dia 15 de Fevereiro de 2009, no dia em que acordei e percebi que a Primavera vem aí, em que ouvi os passarinhos cantar de manhã, em que um sol quente e reconfortante, no entanto ainda tímido, me acompanhou ao pequeno-almoço... hoje, hoje é o 1º dia do resto da minha vida!!!
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Um som que chega do nada...
Do nada, um som...
Imagens, recordações...
Calor, conforto, aconchego
Talvez cheiros até...
Uma letra com mais mensagem do que se esperava,
Uma melodia que amacia o corpo
Movimentos redondos ao sabor do batimento
Emoções verdadeiras e genuínas
Momentos inesperados e saborosos...
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Chuva
Por entre gotas de chuva deixava-se passear. Deixava-se tocar por algumas delas e de repente simplesmente parou. Subiu a cabeça e fechou os olhos. A leve brisa fazia ondular o cabelo que lhe acariciava as costas. Os braços desnudados. Pequena carícia. Sentia pequenas gotas chegar ao seu rosto e deixou-se... Simplesmente sorriu com a simplicidade que tinha um momento tão sereno... feliz...
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Acorn House
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Retiro

É uma espécie de retiro. Sinto-o como se tivesse um tecto baixo. Talvez com algum material que o aconchegue, aqueça... Talvez tivesse uma pequena porta. Daquelas que só perpassamos agachados, qual criança em brincadeira de fim de tarde na sua casa de bonecas... Estou encostada às almofadas. Pernas estendidas, este é o meu momento. Toca uma música que me estimula os sentidos. O chá já acabou. Tenho o meu livro novo na mão, mas não é para já. A luz é ténue, suave. Reflecte no meu canto laranja... Chove! Gotas de água correm vidro abaixo numa dança sem fim, sem sentido, sem sabor, sem espera...Serenidade! Pode dizer-se que o relógio parou, o coração não bate, o peito não se eleva. Sossego! Uma viola toca notas soltas, harmoniosas, suaves, fluidas... Paz de espírito! O lápis mal afiado corre papel afora, podia dizer que sem sentido, sem ritmo, sem cuidado com a forma ou conteúdo... Simplesmente me viro pa dentro. Estar comigo própria. Sentir o bater do meu coração. Ouvir pensamentos que voam pelo disparate e pela patetice. Uma pausa no turbilhão. Sorrisos
que dançam ao sabor da música que se alegra... A viola canta só para mim. É só minha. Numa melodia inigualável simplesmente expurga tudo o que de impuro mancha a minha emoção. Limpa! Alma limpa, lavada, leve... em paz... Carrego no botão do repeat, escorrego pelas almofadas e puxo do meu livro novo...
Imagens d'aqui e d'aquiEtiquetas: Hoje apetece-me...
FDS Pijama
Na 6ª, houve um evento da informaticolândia... De manhã reunião. Acabar a reunião + cedo e a correr e rumar a Évora... De lá saímos por volta das 17h e quando entramos no Quartel General estava na hora de sair. Claro que me assustei quando olhei para o e-mail, sem qualquer tipo de intervenção minha durante o dia todo, mas não estava nada páli virada... Vai daí, achei que 2ª-feira devia ser um excelente dia para tratar de tudo aquilo...
Era para ir a um concerto mas já não havia bilhetes. Fui ao supermercado e vim pa casa.
Sábado: era pa ter feito limpezas e pa ter cozinhado pa toda a semana, e pa ter tratado de roupa e pa ter ido fazer uma passeata pela minha marginal... Mas estava a chover, frio, não saí do modo pijama e só cozinhei pa metade da semana. A roupa continua no cesto. O cotão continua a dançar, e não estou nada preocupada. Vi 3 filmes, li 1 livro e vi chover, enroscada no sofá com 2 gatos e uma manta.
Hoje é Domingo. A esta hora, já devia ter 1h de Patinagem no lombo, estaria a chegar à esplanada para um belo pequeno-almoço de sumo de laranja natural,

torradas com doce de frutos silvestres, e chá ou galão... E quem sabe, ainda um ovo cozido... Por volta das 10h30 começava a "excursão" rumo ao Museu Gulbenkian. Se o tempo ajudasse pique-nicar nos jardins. Depois era ao sabor da vontade. Ou CCB, com tudo o que por lá há para ver, ou Panteão, ou cinema... ou tudo isto, se o espírito e o tempo assim o proporcionassem... Estou em casa... de pijama... Não patinei. Não vou tomar o pequeno-almoço na esplanada. Não vou ao Museu Gulbenkian, nem vou almoçar nos jardins. Não vou para o CCB (que vai passar a Centro Comendador Berardo arghhhhhhh!!!!!) ver a colecção Berardo, nem o Bes Photo, nem tudo o resto que por lá está e que levaria um bom dia a ver... Não vou ao cinema... A não ser que o filme se transfira ali pó meu DVD. E, resumindo, não vou fazer nenhum programinha cultural... Ler a Visão é programa cultural? Pijamar é actividade digna?
A água escorre nos vidros das janelas da sala...
Torradas, galão com café acabado de fazer, doce de frutos silvestres (também cá tenho), chá, quem sabe uns biscoitos... O tal do ovo cozido, ou mexido...manta, sofá, 2 gatos para aquecer os pés... telemóveis no silêncio...
Estou em modo pause. Não me aliciem ófaxavor... Hoje não vai funcionar!
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Hoje apetece-me... #2
Apetece-me despejar palavras.
"Vomitar a verdade", foi uma expressão que teve enorme impacto em mim esta semana. Num almoço com uma amiga falávamos de dizer o que há que ser dito às pessoas que nos são importantes... e de como é fácil cair no vómito da verdade... quando tudo sai disparado e pouco mais pretende do que ferir o outro... Não deixamos de dizer o que sentimos, não deixamos de dizer que pensamos, não deixamos de chamar à razão, mas fazemo-lo de uma forma que fere, acorda, marca, fica...
Apetece-me vomitar palavras sem sentido, sem razão, sem ponderação... Apenas gritar o que penso e sinto sem que haja Alguém a ouvir-me.
Apetece-me traduzir em palavras curtas e verdadeiras o que tenho pensado e sentido...
Apetece-me verbalizar, materializar, especificar, decifrar, dissecar...
Apetece-me tanto e tanto de tudo... ou tudo de tanto!!!
Tudo de tanto... E tanto seria tão pouco se pensássemos bem e reparássemos que todos temos a obrigação de ser felizes...
Felicidade!!!
O que é afinal a felicidade?
E a angústia?
Este aperto no peito é pura ganância de quem quer mais quando já tem o que a muitos falta?
Apetece-me gritar ao mundo os meus apetites...
E apetece-me gritar tão alto que não haja qualquer dúvida na mensagem que passo... que chegue ao destino!
Apetece-me... Apetece-me tanto... tudo de tanto e tanto é tão pouco que seria simples de conseguir...
Fácil? Nunca fácil, nunca rápido, nunca à mão de semear, mas alcançável, realizável...
O fácil não tem valor. O rápido não se sente. E perde valor quando se alcança. O fácil não tem interesse.
E o impossível? O impossível não existe! O impossível é um conceito lírico de romances de fantásticos cujo objectivo é alimentar a emoção...
O impossível não existe. O fácil também não existe. Mas entre ambos há uma enormidade de realidades, sentimentos, acontecimentos, apetites, sorrisos, olhares, toques, palavras... Emoções...
O não-toque... O não-toque consegue ser mais intenso que o toque. E quando há toque, um orgasmo de emoções inexplicáveis, imaterializáveis, incomensuráveis, impartilháveis, inegociáveis, improváveis...
Hoje apetece-me dizer o que me apetece.
Apetece-me deixar fluir a mensagem sem qualquer dúvida. Em palavras pequenas e nada dúbias.
Hoje apetece-me... fazer uma asneira...
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Hoje apetece-me...
Dizer asneiras.
Ofender alguém.
Maltratar uma determinada pessoa.
Mandar alguém à merda.
Pegar na pilha de papéis cuidadosamente separados e mandá-la ao ar... ver chuva de folhas.
Partir um copo... e um prato. Mas não os meus.
Ir ao "Miradouro da Baleia" fazer um escândalo e pedir uma indemnização.
Chegar ao pé do Administrador e dizer: sabe quem eu sou??? Não??? Tb n vai saber mais pq a partir de hoje n conta mais comigo... Temos pena!!!
E depois deitar cedinho e dormir muito... e amanhã acordar boa de vez, sem desarranjos e coisas afins.
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