quinta-feira, dezembro 11, 2008

Ao sabor...

Ao sabor do sol o pensamento flui
Recordo e sorrio à emoção que lembro
Ao serão confusão, emoção, contemplação
E um desejo de revelação... paz...

Ao sabor da lua o meu peito navega
Aperta-se e voa ao sabor da cadente
De longe quero-te e desejo-te sem te privar
E um ensejo de emoção... medo...

Não deixes de ser teu mesmo que ofereças o céu
Não deixes de te buscar mesmo na entrega sem hesitar

Emoção que dispara o batimento
Coração que acalma o sentimento

Sinto e não sei o que é sentir
Quero sem saber o que é querer
Anseio sem saber o que é partilhar
Cresço sem saber o que é caminhar

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segunda-feira, dezembro 01, 2008

Há dias assim... #45

Um contratempo...
Uma contrariedade...
Um caminho diferente...
A arbitrariedade...
As opções e as escolhas...
Quando algo passa ao lado e ficamos a observar...
Quando sentimos fugir-nos das mãos o que tanto queremos...
Quando percebemos que a nossa vontade não chega...
Há dias em que um simples gesto diz tudo...
E a ausência dele mais ainda...
Há dias em que nos sentimos intransigentes connosco próprios, mas muito mais com os outros.
Sabemo-nos irrazoáveis...
Sabemo-nos de obrigação de distanciamento... observar e entender...
Há dias em que o filtro da compreensão se ausenta por tempo indeterminado e nos faz cair no irrazoável, no irresponsável, no insano...
Há dias em que queremos muito e nada...
Há dias em que percebemos que não importamos assim tanto... não importa assim tanto... não me importa assim tanto...
Sentir que se faz uma birra de criança porque não nos fizeram a vontade... e sentir a profunda frustração e desejo de que tivesse corrido de feição...
Há dias em que o Mundo não gira à nossa velocidade e temos que parar para voltar a agarrar... talvez na próxima volta...
Há dias assim...

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domingo, junho 01, 2008

Um serão com Ana Rodrigues Trio...


O som de 2 violas; 3 vozes; um copo de tinto; mousse de frutos silvestres. Gosta do sabor meio acre, meio doce das framboesas. Das grainhas dos morangos. Da cor forte das amoras. O vinho é Alentejo. O seu favorito! Já havia referido como os cheiros de algumas pessoas a marcavam. Já havia, inclusivamente, escrito sobre isso... Achava, no entanto, meio estranho falar e partilhar sobre...

Não precisava de demasiada proximidade para o sentir, lembrar, reconhecer, ansiar... Era único e inconfundível. Um aroma que lhe lembrava prazer, harmonia, emoções fortes, sentimentos esquecidos, janelas escancaradas a um campo florido, fim-de-tarde à beira-mar, anoitecer na montanha com brisa de lua-cheia. Reconhece-o. Não precisa de maior familiarização para o absorver com cada poro de pele... Conhece-o! Reconhece-o! Relembra-o! O cheiro da sua pele... Algo que lhe custa explicar por palavras audíveis e comuns...

Foto dela

A ver Ana Rodrigues Trio!!!

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sábado, fevereiro 23, 2008

Assim se escrevia a 16 de Fevereiro...

Estou de volta!
Estou sentada; barriguinha composta e nível de cafeína reposto. O sol começa a cair e a maré está baixa.
Emoções ao alto ou em alta... Sensações frescas, fortes, desejadas... simétricas. O tom de azul suave do céu confunde-se lá ao fundo com o mar. A eterna linha do horizonte. O limite do tudo e do nada. O fim. O início. O onde tudo se perde e tudo se ganha... ou se recupera. O sol está a cair. Não tarda põe-se... Consigo dizer 2 coisas: vou voltar! e A felicidade é isto!

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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Assim se escrevia a 3 de Fevereiro...

Estou no Arelho. Foz do Arelho. Não me lembro há quantos anos aqui não vinha. Quando cá cheguei ontem, as emoções estavam ao rubro. Passei em frente à escadaria e tive que parar o carro. Olhei e viajei no tempo. Faz muitos anos em que a criança emocional e emotiva descobria ali emoções e sensações. Dei ali o meu primeiro beijo. Nada mudou. Está mais velho e desgastado. As paredes perderam cor, mas a magia do lugar permanece. Este é daqueles sítios que não crescem. O tempo passou, mas voltei aos meus 14 anos. Agora chove. Estou num bar muito simpático e acolhedor. Está a anoitecer. Bebo um Tília e saco do meu Moleskine. Cheira a mar. Mar revolto. Encolhemo-nos no canto do bar. Ela desenha, eu escrevo. Cada uma entregue às suas sensações e razões ou falta delas. Somos parecidas. Muito. Vivenciamos s momentos de formas idênticas. Fazemo-nos as mesmas questões. Somos amigas. Fazemos comentários soltos e simplesmente ficamos. Ela desenha. Fotografa. Eu escrevo e olho o vazio. Chove na areia da praia. Chove na água do mar. Chove na esplanada do bar...


Há um local delicioso. Num espaço fantástico. Num ambiente acolhedor. Num tempo beligerante. A música que toca suaviza e acalma. Desenhei uma imagem na minha cabeça. Vejo-me sentada ao pôr-do-sol num dia de chuva cmo o de hoje. Comigo está apenas uma pessoa. E de repente este bar passou a ter sentido apenas com uma pessoa. Não creio que cá venha com mais ninguém. Pelo menos não naquele cenário intimista que desenhei na minha cabeça. Há um local delicioso, com uma música intimista, com um cenário que me faz sonhar, sorrir, sentir...

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