E digamos que, ultimamente, a coisa aqui por estes lados não tem andado famosa... Desde decisões emocionais definitivas e de difícil gestão, passando por um acidente de carro em que a besta que resolveu abalroar o meu carro estava a dificultar a vida à malta, e eu sem carro porque a direcção do meu foi pó galheiro, passando por um assalto surreal, em que partiram o cadeado que fechava o meu cacifo no ginásio supostamente benzoca das Amoreiras. Levaram-me a mala com toda a minha vida lá dentro, e o meu pânico foi a dada altura lembrar-me do carro que tinha alugado nessa manhã... sim, que este episódio sucedeu 1 dia depois do acidente de carro... Como acontece em muitos rent a car, os porta chavez têm a matrícula do respectivo carro... E eu, que dou conta que acabei de ser assaltada, entrei em quase histeria a pensar q me tinham levado também o carro alugado... Depois de 1 aulinha de gym, e transpirada até à 5ª casa, eis-me a correr que nem uma louca para a rua, a chover a cântaros... Chego ao pé do carro e percebo que o bicho não foi roubado. E fico a pensar "então e agora? e se me vou embora e levam o carro entretanto? se calhar fico aqui... mas fico aqui a fazer o q? tenho q ligar para a polícia..." Bom, de regresso para junto do cacifo arrombado, afinal a chave do carro estava no bolso do casaco e já só faltava tratar de tudo o resto... Não consigo ligar a ninguém porque não tenho telemóveis. Tenho um jantar marcado e gente à minha espera e não consigo dizer q n vou poder ir... Vem a Polícia. Não tenho como me identificar. Os dados ficam todos por cofirmar. Quando começo a fazer o inventário dos bens roubado, começo a entrar em desespero... Apetece-me esganar alguém... Vou para casa sem um único papel que prove que sou quem sou e que estou onde estou, ou que enfim... sou e estou e vou... Claro que toda a gente reconhece o drama e já passou por coisa idêntica ou conhece quem tenha passado... mas acontecer-me a mim, pela 1º vez, numa altura em que tudo corria basicamente, digamos... pessimamente... epá, foda-se, já chega tá??? Xô núvem negra!!! Xô!!!!!!!!
Depois disto, a coisa até amainou um bocadinho... Mais uns episódios que até seriam dignos de referência, mas I don't feel like it right now... Acreditasse eu em Deus e dir-lhe-ia que já tinha percebido a mensagem e que já chegava... A menina já percebeu que fez merda algures, o castigo já foi apreendido e entranhado... Já chega, sim???
Claro que é nestas alturas que me lembro do velho Murphy e da sua famosíssima Lei... E relembro alturas da minha vida em que a Lei do Sr. Murphy teve aplicação prática e incontestada... Normalmente qdo me começa uma maré de azar, o melhor é mesmo hibernar... O consolo é q fico com uma esperança incrível de que o extremo oposto da tal da Lei de Murphy também existe e não tarda muito a revelar-se...
Há surpresas que aparecem da forma mais adequada que se possa imaginar... Quando um dia tudo parece desabar à nossa volta, quando o que parece é que toda a Terra treme, qual 1755... o curso das coisas muda tão repentinamente quanto a pele de camaleão... E camaleão propositadamente... Camaleão de capacidade de adaptação, de reacção, de rapidez na mudança... Depois de litros vertidos, um coro de Gospel cantava, ao fim de mais de meia hora de energia pura e genuína, Oh happy Day, Oh happy day... Mais do que ironia, poderia ser encarado como uma espécie de sinal... de que nenhuma tristeza vale a pena, a não ser a que faz parte do passado... Vibrações de pura felicidade entram peito adentro, o corpo mexe-se ao sabor do ritmo, as mãos que começam a bater uma na outra... harmonia de som, cor, movimento... Depois as palavras... As que sabemos e não sabemos... As que nos dizem tudo e não dizem nada... As fáceis e as difíceis... Dissecar palavras... Sim, foi isso! Dissecaram-se palavras. Elas por elas próprias, pelo seu sentido, contexto, cor, forma, significado... Despidos de condicionalismos e convenções, foram vomitando conjuntos de letras. Do não sentido ou do sentido limitado, tudo se torna lato, abrangente... Revigorante... Terminou-se com "Hoje, das 7h30 às 10h, fechei-me do mundo e deixei-me voar dentro de mim... Hoje das 7h30 às 10h, vi sorrisos em olhares desconhecidos, vi pureza em expressões gastas e batidas, vi leveza em espíritos ávidos..." Se bem me lembro, foi a primeira vez que escrevi algo puramente ficcional... Que levada de um ponto, passei por vários outros, de descontextualização, desconstrução, desformatação... Até chegar a algo tão simples e natural como pegar numa folha em branco, um lápis de carvão e simplesmente deixar a mão dançar... dançar ao sabor do peito, deixando a cabeça fechada... simplesmente deixar fluir as palavras que se formam na ponta do carvão... sem preconceito ou pré-conceito, sem julgamento, sem forma definida ou pré-definida... simplesmente deixei que a minha mão, já cansada de 2h30 de puro vómito criativo, dançasse um pouco mais numa folha branca e construísse aquilo que é a minha primeira criação puramente ficcional; não inspirada por emoções, sentimentos, condições ou condicionantes, vivências, experiências e sei lá mais o quê, que me empurra a escrever de quando em vez... Um dia destes partilho ;) E voltarei! Seguramente voltarei!!!
My heart my head my mind my soul My feelings over you
My tears my touch remember all that I am to you
My heart my mind my soul My feelings over you
My tears my touch remember all that I am
When you're gonna pick up the phone and call me Tell me I can come over
I got my ticket and my bags are packed My coat is hangin' over my shoulder
Time is passing and it's getting late This heart of mine just can't wait
And after all that we've been through I maybe get there and I'll give it to you baby
My heart my head my mind my soul My feelings over you
My tears my touch remember all that I am to you
My heart my mind my soul My feelings over you
My tears my touch remember all that I am
Standing by the window and lookin' out My heart is turning I want to shout
You're complicated I don't want to complain The way you're acting can you explain
Why all this love is wasted on you Can I live with all that is you
You say you love me silence I can't hear All I want is to be near you baby
My heart my head my mind my soul My feelings over you
My tears my touch remember all that I am to you
My heart my mind my soul My feelings over you
My tears my touch remember all that I am
I'm looking for a reason to stay true
Looking for our love Looking at me and looking at you
And even if I could turn away and then I see that I'm falling in love again
Some times I wanna give you up Some times I want to leave you alone Some times I want to run away And some times I want you to come back home Come home to me yeah yeah baby I know I know you'll be good for me Come home come homeYeah baby I'm right here baby Come home to me Yes I'm right here baby
Yeah all I am to you I know you feel me baby Yeah yeah Come on come on Home to me
Já estava para lá ir há uns tempos... Foi ontem... Numa noite potencialmente perfeita, marcada por emoções fortes e expectativas elevadas, os planos alteraram-se inesperadamente e fruto das circunstâncias. Felizmente, digo-o agora! O tempo para ir ali jantar proporcionaram-se e lá se rumou ao destino. Não foi fácil chegar, uma vez que o plano era de última hora e a morada desconhecida. Sabia-se mais ou menos onde era, e depois de umas perguntas, inversões de marcha e olhares inquiridores qual turista perdido na sua própria terra... num beco discreto e de luz ténue, ali estava... Cravada na parede, uma tabuleta que dizia "Kuta Bar". À entrada, surpresa e sorrisos de agrado. A luz ténue do beco inundava o espaço. Velas por todo o lado. O cheiro a um incenso conhecido, suave, discreto também ele... A decoração... perfeita! Espaços para nos recostarmos a cada canto. Almofadas, sofás, puffs... E mesas para jantar, de materiais mais ou menos originais. Cadeiras e cadeirões. Confortáveis, todos! Já com as emoções ao rubro,sentamo-nos e um delicioso empregado de mesa com um sotaque francês carregado acolheu-nos com uma simpatia e discrição fenomenais. Carta na mão, acabei por provar os "Rolos Primavera, Cream Cheese, com molho de pimenta verde" e as "Quesadillas de queijo de cabra, tomate e basílico"... Se à 1ª prova, os Rolos Primavera me activaram todos os sentidos, o vinho da casa (de um sabor diferente, Trás-os-Montes), aguçou a experiência. Quando ponho à boca o primeiro pedaço de Quesadilla, o prazer foi supremo. Recostei-me no cadeirão com almofadas e saboreei calmamente entradas e tinto.
Para prato principal optei pelos "Camarões, arroz com leite de côco e sumo de limão verde". A suavidade do molho de leite de côco, contrastava com o ardor que ficava na língua após cada garfada, seguida de um trago daquele vinho diferente. Fiquei certa de querer provar tudo o resto. E se à primeira vista o facto pode até passar despercebido, o certo é que vou querer mesmo provar todos os pratos. Sim, porque não há um único que contenha carne... Pergunto-me se não é perfeito?!?!?!
Chegada a hora da sobremesa, a informação de que o cheesecake era um pouco diferente do tradicional, aguçou-me a curiosidade. É de facto diferente! Para uma apreciadora de um bom cheesecake, estava a precisar de algo mais tradicional. Era o que me apetecia! O sabor acre das amoras, o doce do creme, o estalar da massa feita de bolacha... Mas o cheesecake à la Kuta Bar não tinha pedaços de frutos silvestres. Tinha sim, uma calda destes, com pedaços de uva preta. Estranho. Diferente. Muito bom!!!
À saída a informação de que vão começar eventos: DJ's, concertos, tertúlias talvez... Aguardamos ansiosamente todo e qualquer motivo para voltar ao Kuta Bar...
Só registo que foi muito bom!!! Há uns anos atrás tinha visto STOMP e tinha adorado... Este é bem melhor!!! Diga-se, mais abrangente, mais completo. Vai do humor mais simples aos ritmos mais rebuscados, passando por um intenso e demorado trabalho bem patente na coordenação de rápidos e exigentes movimentos. Em palco são no máximo 8, e os vários números que compõem o espectáculo de 2h, levam-nos à gargalhada, ao aplauso vigoroso e animado, ao movimento ritmado e contido na confortável cadeira, ao sabor de sons inimagináveis que se transformam em melodias entusiasmantes... Nunca pensei que um aquário e um frasco de feijão fossem capazes daquelas maravilhas!!!