A História repete-se...
Porque tudo tem um porquê e um porque nãoPorque tudo o que tem tem um começo, terá eventualmente um fimPorque tudo o que inicia, acabaPorque nada é eterno,Porque há contextos, tempos, razões e emoçõesPor tudo isto, por muito mais e por não muito menosHá que renovar, reiniciar, revigorarHá que abrir novas portas, escancarar as janelas de par em parHá que renovar alentos com novos ares...Não construo uma parede a bloquear a porta.Apenas a deixo encostada, escancarando outras...E aos que gostam de , de quando em vez, espreitar porta adentro, o meu muito e muito obrigada.I'll be around que é como quem diz, não fugi nem hibernei. Apenas navego noutras águas...Etiquetas: Correr atrás dos sonhos..., Hoje apetece-me..., I'll be around, Utopia
Um tom de luz
No canto um foco. A sua luz reflecte num pedaço de pedra na parede. É um recanto com contornos vários. Diferentes!
A música flui. Conhecida de uns. De outros nada. Simplesmente sons harmoniosos que se espalham pelos recantos vários da sala e das emoções. Serenidade. Prazer. Na companhia. Na conversa. Na intimidade. Na paz de espírito que me acompanha o copo de tinto. Estou em casa. A minha alma sente-se recostada no sofá em noite de nevão com a companhia da lareira, da manta e dos gatos ronronantes. Apreendo-te! Re-conheço-te! Desfruto-te! Encontro-te e vivo-te e não quero menos que isto.
Apetece-me tocar-te. Usufruir-te. Abusar-te! Mas algo em mim ainda me prende. Desconheço! Não alimento e quero que fique para trás. Sinto-te de uma energia não recente. Partilho contigo o que de mais meu tenho e sou. Desfrutar-te-ía se me libertasses deste jugo sem sentido ou conteúdo...
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Momentos...
Arrepiou-se! Talvez fosse o ar condicionado... Sempre descontrolado... Ora frio, ora calor. Nunca se sabia muito bem o que vestir...
Sabia-lhe bem sentir o toque suave do longo cabelo nas partes descobertas das suas costas... Nos ombros a céu aberto. Um decote simpático também deixava que uma ou outra madeixa lhe beijasse a pele. Gostava do toque.
Aliado ao toque uma memória olfativa... Quase podia imaginar-se noutro lugar.
Numa luta contra o próprio eu, tentava não se deixar levar pelas sensações... pelas emoções... Sabia que nenhuma delas alimentaria sentimentos, se levadas a extremos incalculados...
Pretendia ponderar... sempre agir com a razão... Mas era, no fundo, uma pessoa de emoções... E até gostava... Tal como sorrira de manhã cedo, ao receber o Bom Dia de um simpático pardal que cantarolava alegremente, gostava de sorrir do nada. Por um reflexo de raio solar. Por um cheiro de gaivota a planar. Por um olhar longínquo mas profundo. Por um toque de madeixa num peito desnudado.
Gostava de se saber emocional. Mas um pouco de razão não fazia mal... Um pouco mais de pensamento comedido pelo respeito pelo espaço de outrém... Gostava de sentir os picos de adrenalina, o coração a bater, o suor a espreitar, as mãos a tremer, pupilas a dilatar... Gostava! Sentia-se viva. Sentia-se humana. Sentia-se feliz... Gostava de repetir vezes sem conta que a felicidade se constrói das pequenas coisas. Sorria constantemente sem razão aparente. E esses sorrisos tornavam-na numa pessoa alegre, bem-disposta... "Sorriso sempre pronto", já lhe tinham dito. "Inspirador", também ouviu... "Obrigas a que te sorriam de volta"...
Era algo natural. Como tudo o que fazia... Levada pelas tais das emoções que às vezes gostava de controlar um pouco mais, era considerada uma pessoa espontânea...
Gostava de ser emocional, de sorrir sem razão, de fazer elogios inesperados, de abraçar... Gostava! Gostava de gerar sorrisos em lábios alheios. De ver os olhos brilhar. De sentir emoção no ar.... Gostava!
Gostaria também, de quando em vez, de estar certa do seu espaço... De não se sentir imensa. Demasiado. Gostava! Gostava de estar certa de fazer sempre o melhor... não só para ela... Era egoísta, sim, mas não a esse ponto. Queria estar bem, sorrir, ser feliz... Mas mais que isso, gostava de sentir que era capaz de gerar um sorriso inesperado, de proporcionar um momento de felicidade incalculada, de despertar o gosto por uma felicidade mais comum, mais do dia-a-dia, mais regular, mais simples, mais real, mais palpável, mais presente, mais feliz...
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Queria...
Às vezes queria saber explicar... o que sinto, o que penso, o que quero... As palavras não chegam, os gestos não bastam, os olhares não explicam...
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Com cheiro a mar...
O reflexo da lua num olhar denso...
Cheio de tudo e nada...
Um pensamento que vagueia numa palavra solta e se deixa que navegue ao sabor da maré.
A serenidade de um suspiro que inspira um olhar semicerrado...
Um gesto que acalma o furor de um pensamento mais afoito...
O Desejo!
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Utopia!
we would stay and respond and expand and include and allow and forgive and enjoy and evolve and discern and inquire and accept and admit and divulge and open and reach out and speak up
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