sexta-feira, abril 04, 2008

Há dias assim... #41

Há dias assim... Há serões assim... Há entardeceres assim...
Um serão alone with myself... Uma garrafinha de Monte da Ravasqueira só para mim... Calor... A falta da Lua no céu estrelado... Mais um copo. Meu! Só meu! Um beijo perdido. Talvez imaginado... Sentido! Um calor que se me chega... Uma imagem... Talvez lembrança, talvez imaginação... Um som, um sabor... mais um trago que me sabe a céu... Um círculo perfeito... Ou talvez algo imperfeito... O perfeito e o imperfeito... Um aroma... Mais um trago de Ravasqueira que me leva céu afora... Provar! Saborear... Aproveitar.............. Gemer, talvez gritar... Não fugir... Talvez correr... A direcção? Mais um trago... As pausas, os breaks, os intervalos, os fins-de-semana, as férias, as ausências, as presenças... Os ruídos, os silêncios...
Enche-se o copo... esvazia-se o pensamento, o racional, o ponderado, o social, o correcto, o espectável.
Grito! Prazer? Dor? Excitação?
E mantenho... mais um trago... Parece que não acaba e prolonga a sensação, mais do que a emoção ou sentimento... Diz-se que se aproxima da mente... Primeiro a emoção, depois o sentimento, mais tarde a sensação, depois a razão... onde paro? Não sei... e jamais quererei saber, decifrar, interpretar, manipular... Jamais serei! Apenas sou! Sinto! Penso! Divago! Gemo! Encolho! Penso! Sofro! Sonho! Sou!!!
O agora, o agir sem pensar... O ouvir sem filtrar... o sentir sem validar...
O estar e ser e sentir e tremer e voltar a sentir e sonhar e descodificar e sonhar que se sente e sentir que não se pensa e voar livremente num Universo sem fim, sem censura, sem paredes, sem vidros, sem barreiras...
Mais um trago... Garrafa vazia. Último copo. Ouço gemer, ouço o prazer, ouço o viver...
Entre o vermelho e o roxo oscila... E eu fico! Estou! Sou! Espero! Sinto! Sonho! Viajo! Voo! Regresso! Racionalizo! Emocionalizo! Sentimentalizo! Simplesmente sou e ouço e ouço e vejo e sinto e quero e desejo e anseio e prevejo ou não prevejo nada...
Termina o som! O Sentir... O desejar... o aspirar... o sonhar... É o regresso da razão! Mais um trago! O desespero. O desejo de voltar... o Ensejo de sonhar... o sonho de vivenciar...
É o fim... da garrafa... do serão... do sonho... da emoção... do sentir... do sonhar... do esperar... do emocionalizar... do não racionalizar... do tentar viver sem filtro ou razoabilidade... É o fim!!! Terminou! Acabou! Finalizou! Limitizou... Para recomeçar ao nascer do sol... Ou não... O passado? Não sei! Gostaria de dizer que passou... mas também ficou! E marcou! E regressou! e Relembrou... Doeu!!!
Mais um trago e está quase no fim... Mais difícil do que o aceitar e o perceber, o interiorizar, o encaixar, o vestir a pele...

Dois tragos e a garrafa acaba... termina,... finaliza,... vai embora,... desaparece,... não deixa rasto... O hábito faz-se! Aceitar sem perceber... Mote? Lema? Direcção?

Simplesmente estar e viver... Mais: vivenciar!!! E depois passa... mas fica a memória, a lembrança, a recordação, o sentir, o ouvir, o cheirar, o tocar, o ver, talvez sonhar ou relembrar, quem sabe sonhar ou imaginar, ficcionar, viajar, alucinar... Ser feliz!!! Por um momento que seja...

Terminar com Há dias assim... Mas mais que dias... momentos, esperas, desejos, horas, vivências... seres... estares... sonhares... desejares... não desesperares... Acreditares!!!
Há dias em que de um momento para o outro tudo muda, altera, modifica, transforma...
Há dias em que o abstrair causa pânico e depois descontracção, relaxamento, intuição, sensação, sentimento, sensação... pavor... Sentir! É bom!!! Ou não!!! Castra-me! Assusta-me! Inibe-me! Pondera-me!!!
Não quero ser ponderada... Quero ser emocional!!!
Puramente emocional! Nada controlada, nada racional, nada controlada. Quero ser emocional e espontânea... Natural! Talvez convencional.. Talvez espectável... Mas eu!
Há dias em que quero ser eu sem qualquer filtro... O da emoção o da sensação o do convencional o do trivial o do normal o do natural expectável, censurável, reprimível... Desajustado...
Há dias em que simplesmente quero... sem pensar, sem socializar, sem racionalizar, sem poderar... Quero!
Há dias em que abro uma garrafa para saborear um trago e...
Há dias em que se me turva a vista e fico mais ajustada.
Há dias em que sou e quero e sinto e falo e escrevo e penso e derramo... sem qualquer filtro...
Há dias assim...

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