terça-feira, setembro 25, 2007

1 dia de Outono

Finalmente tive um verdadeiro dia de férias! A medicação já faz efeito e eu já saio do sofá sem medos hehehe
Comecei o dia de bikini vestido. As calças pretas largueironas e uma camisola fresquinha mas que agasalha q.b. Da pastelaria aqui ao lado, trouxe 2 pãezinhos daqueles divinais tipo Mafra e um croissant que recheei com queijo e fiambre de perú (sim, para os mais distraídos, eu até já voltei a comer fiambre... lol o que não fazem as anemias...). Pequeno-almoço foi o croissant e um canecão de café com leite, tomados encostada ao ombreira da porta a apanhar sol no trombil.
Dali, uma passagem pela farmácia (hábito dos últimos dias) e depois aí vou eu a caminho da Ericeira. Comprei a comida do Baco e da Muqueca e 2 dedos de conversa com a senhora da loja que fica fascinada, cada vez que lá passo, com as artimanhas dos meus "filhos"...
Pintei as unhas. Comprei uns sapatos (verdadeira pechincha) e ainda passei por aquela mercearia pequenina que tem sempre o meu leite.
De volta a casa, pus o grão a cozer e aí vou eu ao supermercado, com o objectivo de recompor os níveis do frigorífico e do armário...
Arrumadas as compras, 2 dedos de conversa no msn, o meu puré de batata e o peixe no tacho que fiz ontem e aí vou eu para a rua novamente.
Tento a praia. Mas além do vento e das moscas, a temperatura também não convida. Meia hora depois estou no carro novamente. Enquanto passo os olhos pela revista que comprei de manhã, o carro é lavado (mal e porcamente, diga-se, mas não me apetece chatear... não volto lá e pronto!!!) Vou para o centro com o registo no meu miradouro. Estaciono e apetece-me comer um gelado e andar... Compro o dito do gelado (Porra!!! Fossem roubar para a estrada...) e meto-me pelas ruazinhas sem destino certo. Olhos numa montra, olhos na outra. Um pombo aproxima-se e eu ali vou. Na minha loja de decoração preferida há descontos até 70%. Claro que entrei. Claro que não saí de mãos a abanar. O estrago não foi grande, até porque não me posso meter em aventuras mesmo, mas comprei uma almofada linda linda que vai ficar a matar no meu cantinho da leitura quando para lá for este mono a que chamo sofá (a ser substituído por uma oferta não nova que aceitei de muito muito muito bom grado). :))
Dirigi-me ao carro e pensei "São horas de ir para casa"... Mas logo ali em baixo fica o meu miradouro e o mar está com um aspecto... Claro que fui. Claro que me sentei. Claro que fiquei...
Não consigo explicar o meu fascínio ao ver as ondas bater contra as rochas e subir em salpicos imensos, contra as leis da gravidade... E o reflexo do sol que desce, no mar. As andorinhas a planar contra o vento. Turistas que passeiam e quando passam por mim calam-se em claro respeito pelo meu momento de silêncio humano e introspecção. Não sei quanto tempo ali estive. O vento estava forte. Fortíssimo. O meu cabelo esvoaçava, como se quisesse ganhar asas próprias e perder-se pelos céus... Mas o que mais voava era o meu pensamento... Andou kilómetros e kilómetros e não queria voltar. Estava frio. Os salpicos das ondas humedeciam-me a pele descoberta, mas o meu corpo estava pesado. Não se mexia. Ali estava eu, sentada num banco do miradouro, pernas cruzadas, chinelos no chão... a mão direita agarra o dedo grande do pé esquerdo (não perguntem... não sei explicar, mas é assim e pronto...) e eu olho o horizonte... lembro-me agora da expressão "olhos de horizonte" e o meu sorriso não pode deixar de ser de orelha a orelha... Está frio!!! Pele de galinha que se estende a todo o corpo e finalmente pareço perder o peso que não me permite mexer... Calço os chinelos e dirijo-me ao carro... Não sem antes lançar um último olhar ao meu miradouro, ao meu mar, às minhas ondas a bater nas rochas...
Entro no carro e começo a andar... Nem 1 minuto depois começa:


Mais uma vez... sorriso de orelha a orelha... O som do rádio sobe quase que automaticamente... Do meu lado esquerdo, o mar. O reflexo do sol. A vegetação que vai escondendo o brilho do mar... E a canção flui e flui e flui...

Chego a casa e já não tenho frio. Mas calço umas meias e guardo os chinelos de enfiar no dedo...

3 Comentários:

Às setembro 25, 2007 9:04 da tarde , Blogger Nuno Medon disse...

olá! estás engripada? as melhoras p ti! é sempre bom ouvir música no carro, ainda p mais quando essa música é boa e nos alegra. bjs

 
Às setembro 28, 2007 1:12 da tarde , Blogger Daniela disse...

Amo esta música Catarina, dá uma paz...
bjs

 
Às setembro 29, 2007 12:44 da tarde , Blogger Catarina em Lx disse...

nuno medon,
a coisa está-se a recompor. Obrigada!!! Passo a vida a ouvir rádio. E às vezes é um tédio... Tempos e tempos a percorrer as várias estações sem conseguir parar numa. Mas por vezes também apanho boas surpresas... ;)

Daniela,
Para esta música tenho duas palavras: simplicidade e serenidade... :))) Bêjos

 

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